terça-feira, 28 de outubro de 2008








Agradecemos imensamente a participação dos integrantes do Centro Cultural Vila Marçola, no Sarau da Coletivoz. O nosso muito obrigado ao Claudio,Julio e JR.

"Quando a situação é grave se organizar é a palavra chave" Black Alien.








quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lançamento de WILMAR SILVA na Coletivoz


Na próxima quarta feira (29) teremos a grande oportunidade de receber o Poeta Wilmar Silva, um dos maiores difusores da poesia Mineira. Curador do projeto "Terças Poéticas", No Palácio das Artes, Wilmar é um dos grandes envolvidos com o movimento poético de Minas, que vem revelando, homenageando poetas de todas as gerações e, mais importante, dando voz às mais diversas manifestações poéticas da Capital. A poesia da periferia ganha um grande parceiro que abre suas portas para as vozes do morro. Ele virá nesta quarta e iremos ao Terças em breve.

O poeta fara performances de todo seu acervo e fará o lançamento da mais nova edição do seu livro Anu (2001). Para isso, ele trará também um video poema que será exibido no sarau.




Só por curiosidade, é o Wilmar que tem a palavra, junto de Affonso Romano de Sant'anna ao falar de Minas, no vídeo de palavras do MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA em São Paulo.

Vamos receber Wilmar Silva com bastante gritaria, pois assim podemos estabelecer o sentido de se construir as grandes REDES da poesia nacional.




À luta, à voz!



Rogério Coelho


Breve histórico de Wilmar Silva:


Nasceu em Rio Paranaíba (MG), em 30 de abril de 1965. Encontra-se em Belo Horizonte desde 1986. Poeta, ator, dramaturgo, performer. Curador do projeto Terças Poéticas, que já apresentou diversos poetas do Brasil inteiro.


Andou pelo Triângulo Mineiro, onde fez artes cênicas, criando e produzindo espetáculos em coletivo, encenou O Auto da Compadecida e quase toda Maria Clara Machado, além de Plínio Marcos e textos de primeira água do próprio autor, que estreou com Lágrimas & Orgasmos, 1986, lançado na Biblioteca Pública Luiz de Bessa, BH, MG. Poemas publicados em revistas e suplementos no Brasil e no exterior, Portugal, Itália, França, com traduções ao espanhol, italiano e francês. Encenou performances com pesquisa de linguagem física sonora: Pardal de Rapina, Desmarcado, Afrorimbaudelia, Solo a Solo, Subida ao Paraíso, Ais etc. Criou em 2002 em Belo Horizonte a Anome Livros, destinada a publicações de todos os gêneros e exercícios com a palavra e o papel. Poemas musicados, interpretados e gravados por Jorge Dissonância, Reynaldo Bessa, Anand Rao etc. Curador do projeto de poesia Terças Poéticas, da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, parceria Suplemento Literário e Fundação Clóvis Salgado, nascido a 05 de julho de 2005 nos jardins internos do Palácio das Artes. Organizou o catálogo/antologia Terças Poéticas: jardins internos, lançado em 12 de dezembro de 2006, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Bibliografia: Moinho de Flechas, 1994, prêmio Jorge de Lima de poesia da União Brasileira de Escritores , RJ; Solo de Colibri, 1997, prêmio Blocos de Poesia, RJ; Arranjos de Pássaros e Flores, 2002, finalista Concurso Nacional Cidade de Belo Horizonte; Cachaprego, 2004, prêmio Sociedade de Cultura Latina do Brasil; o último, Estilhaços no Lago de Púrpura, 2006, 2a edição em 2007; além do estranho (na denominação do autor) Anu, 2001, que tem poemas no Museu da Língua Portuguesa, SP. Participou das seguintes antologias: Antologia da Nova Poesia Brasileira, org. Olga Savary; A Poesia Mineira no Século XX, org. Assis Brasil; Fenda - 16 Poetas Vivos, org. Anelito de Oliveira; Pelada Poética, org. Mário Alex Rosa, etc. Organizou a antologia O Achamento de Portuga", Anome Livros, 2005.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Fotos Sarau no Ziláh Spósito

Centro Cultural Ziláh Spósito



Rogério Coelho

A poesia venceu mais uma vez.

O sarau de ontem estava programado para acontecer dentro do Centro Cultural. Mas, pra quem iríamos recitar poesias? Só para uma minoria, que até o momento eram os poetas que vieram de fora do Bairro? Não, então resolvemos fazer o Sarau na praça ao lado do Centro Cultural. As pessoas falavam, alguns estavam dispersos, no campinho ao lado os meninos assobiavam enquanto o poeta falava, o ônibus fazia manobra pra estacionar no ponto final, enfim, muito barulho, mas a poesia venceu outra vez, mais uma noite em que a palavra mostrou o que é ela, a que impera no momento final.

Quando dizemos que a poesia venceu é porque ela trouxe algo a mais para a noite. Importantíssima a presença e participação da comunidade no sarau! Dona Terezinha marcou firme na declaração romântica; o dênis falou do irmão falecido e rumou a emoção; A Lilian foi correndo buscar um caderno de poemas, que há anos não lia. è assim que a poesia vence! fazendo das pessoas "corajosos das letras". Valeu demais, mais essa ponta da grande "rede" que desejamos para BH.

à Luta, à voz!

Deixo algumas fotos da noite

Jafre

Dona Terezinha

Káka Figueirôa

Jessé Duarte

Cissy

Kadu e Suellen


Dênis


Lilian


Teve Bom...
Jessé Duarte

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sarau Coletivoz

Uma breve descrição do que esta acontecendo.

Nesta semana foi realizada a quinta edição do Sarau da Coletivoz, uma noite, como sempre, especial. NA terça-feira o Rogério fez, junto a poeta Francis Gripp, uma participação no Projeto Terças Poéticas, que acontece nos jardins internos do Palácio das Artes. Além da participação com a Francis, Rogério fez a leitura de alguns poemas de Pascoal Motta, poeta homenageado da noite. Vai tudo indo muito bem; a gente vai quebrando os obstáculos e fazendo acontecer as coisas na garra e na luta. Porém, as pessoas precisam também quebrar essa coisa de ficar falando: "- Que lindo, parabéns o blog tá muito bom, ou, Qualquer dia eu apareço lá, a idéia e muito boa faltam movimentos assim na cidade", etc. Mas aí eu pergunto, falta pra que? Pra ficar falando "que lindo, tá tudo muito bom, é isso mesmo a iniciativa é muito boa"? Parece papo de adular criança tipo, Parabéns você brilhou. O que falta é as pessoas, sejam artistas ou não, entenderem a iniciativa. O que falta, como fala o Rogério no texto abaixo, é que as pessoas entendam sua função na sociedade em que vivemos.

Tem um milhão de pessoas que falam da desigualdade, que falam da exclusão, no entanto parecem gostar de mantê-la para ter do que falar, ou para ficar pagando de defensor dos oprimidos. Quer falar? Que fale, mais sem essa demagogia, chega um momento que tem que partir para a ação. Será que é muito difícil se deslocar alguns quilômetros até o Barreiro? Engraçado que se for movido a algum interesse individual é muito fácil, por um interesse coletivo? Ai é muito difícil, não é o fato de querer notoriedade mas sim que as pessoas entendam a importância de se organizar saraus, caravanas de arte, espetáculos, shows e seja qual for à manifestação cultural na periferia.


O sarau vai muito além, como eu disse na postagem passada, estamos falando para um povo, estamos buscando mais do que dar voz aos poetas da periferia e de qualquer outro lugar, é dar voz ao que é calado pela exclusão. Então mais uma vez fica o chamado para todos: APAREÇAM, JUNTEM-SE a esse coletivo de vozes e ajudem a construí-lo, ajudem a divulgar e a manter viva mais uma manifestação cultural.

Fecho com as fotos desta quarta-feira e da participação do Rogério no Terças Poéticas.


À luta, à voz,
Jessé Duarte


Terças Poéticas - Rogério Coleho e Francis Gripp


Terças Poéticas - Rogério Coelho


Sarau Coletivoz

Sarau Coletivoz - Três Irmãos

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Oficina de MC's No Cafezal

Talentos da coletividade

Mc Kdu e Suellem



Não há palavras suficientes para descrever a energia, a iniciativa, a CORAGEM, dessa galera! A OFICINA DE MC’S, coordenada pelo grande guerreiro, e parceiro sempre, MC Kdu. É um grande exemplo de dignidade para a confirmação de uma autonomia sócio-política-cultural dos jovens artistas das grandes periferias de BH. O ato é de verdadeira coragem. Coragem de lutar contra a exclusão, contra o envolvimento com a criminalidade gratuita, enfim, contra toda e qualquer forma de indiferença que atinge a todos nós, moradores de periferias. Tudo isso pelo simples e prazeroso fato de deixar sair o poema das gavetas; de por um beat na letra há muito guardada na vergonha; ou mesmo de compartilhar o Rap direto do desafio dos Freestylers; de levar o “passinho” de Funk pro meio da gente com orgulho. Surgem novos talentos: vitoriosos na arte e salvos para uma vida de orgulho. É lindo ver os talentos que emergem da margem. Causa-nos arrepios, no poder da voz da garota Suellen. Vejam:

video


Gostaria de deixar aqui um grande pedido aos que se dizem fazedores de arte em BH. Peço que apenas entendam sua função! Entender sua função, como difusor de “arte”, frente ao movimento social que está tanto na porta de sua casa, quanto na periferia, é unicamente ter VIVÊNCIA, retomando o raciocínio do companheiro Maia (abaixo). Ter vivência é ver de frente, estar cara a cara com a coisa acontecendo. Pois, só assim podemos estabelecer redes de desenvolvimento com bases sólidas. Parabéns à galera do Cafezal: essa luta também é nossa!



À luta, À voz.


Rogério Coelho

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Reinaldo Maia

Comentário feito por Reinaldo Maia (Escritor, Dramaturgo e Diretor Teatral da Cidade de São Paulo).


Reinaldo Maia

Pessoal Li o blog mas não consigo postar nenhum comentário. Sou meio inútil para essas coisas de informática. Bem, quero dizer que quanto a não ganharem o edital, porque dizem os burocratas que não são experimentais a resposta do Jessé é corretíssima, mas gostaria de dizer que, para esses "burocratas atrás de suas mesas engordando suas grandes bundas" experiência é experimento, não vivência. E vivência eles não sabem o que é, porque não vivem, eles sabem da vida por excesso de informação. Então, companheiros, a pressão terá que vir da comunidade e da excelência do trabalho de vocês. E isso vocês tem.

Um braço e vamos continuar na luta!

Reinaldo Maia

domingo, 5 de outubro de 2008

Sarau Itinerante Começa dia 31

Sarau Itinerante


Vila Santa Rita – Região do Barreiro

Toda ultima sexta-feira do mês, realizaremos no Centro Cultural da Vila Santa Rita. O sarau Itinerante das Coletivoz. Deixo o convite a todos e reforço o que o Rogério coloca ao falar do Sarau do dia 14 no Conjunto Ziláh Spósito. “Hoje, são poucos os movimentos de poesia que acontecem com determinada regularidade, principalmente nas grandes periferias. Precisamos entender que podemos mais quando unimos os discurssos que partem da margem, do centro, de fora e de dentro.” E por isso a proposta de ocupar novos espaços em busca de mais vozes Coletivas, levando a voz e a buscando onde é preciso, descobrir novos poetas ou antigos, como vem acontecendo nos Saraus das quartas-feiras. Tem gente que tinha dezenas de poesias guardadas e agora tem um espaço pra botar pra fora.

O espaço ta aberto, quem quiser é só chegar.
A partir do dia 31 de Outubro toda ultima Sexta-Feira do mês.

Local: Centro Cultural da Vila Santa Rita – Região do Barreiro, Rua Ana Rangel dos Santos 149.

Ônibus: qualquer um que vai até a Estação Diamante (na Praça Sete passa o 30) e na Estação pegar o 309, Bairro Petrópolis – descer o ônibus tem um ponto na Rua do Centro Cultural.

O Descaso do Poder Público


Esse fato aconteceu semana passada em uma reunião com representantes da Fundação de Municipal de Cultura de BH e a Cia. Neutra de Teatro. Serve para mostrar um pouco do descaso que acontece com os grupos ou artistas da periferia, o pior é que isso não acontrece só com a gente.

Quando começamos um sarau na periferia e agora, partimos para o sarau itinerante, partimos também para outro desafio. O de manter vivo mais uma manifestação cultural que começa e segue sem nem um apoio de verba publica. Decepciona-me quando uma pessoa de dentro da Fundação Municipal de Cultura de BH me fala que nossos projetos não priorizam a pesquisa (O que eles consideram pesquisa?) e que não foram aprovados em 2006 e em 2007 porque temos menos direitos de que outros grupos/artistas que já tem reconhecimento notório e já tem praticamente seus projetos garantidos na Lei de incentivo por isso. Ainda completa falando que nossos projetos não foram e não serão aprovado. Espero que ele esteja equivocado e vamos continuar mandando nossos projetos. Se caso aprovarem, realizaremos. Se caso não aprovarem, realizaremos do mesmo jeito.


O Sarau da Coletivoz do qual a Cia. Neutra é uma parte, porque a coletivoz é dos coletivos, é um coletivo e é de todos. Qualquer um de nossos projetos vai muito além, a gente já nasce pesquisando e sendo pesquisado nesse lugar. Pesquisados não sei pra que pelo poder publico e pesquisando como sobreviver, como estudar nessa merda de escola pública, como viver sendo discriminado, como escapar de tomar geral da Policia Militar e dentre outras coisas como fazer teatro. Ou fazer teatro para a periferia é uma coisa sem valor algum. Chega um projeto la e ai eles julgam que não favorece a pesquisa, tão querendo que pesquise o que? - Deixa pra lá é mellhor nem perguntar.


Nossa pesquisa é para o povo, falamos para o povo e buscamos sempre falar a verdade, será que esse que é problema? Mentiras não são bem vindas aqui. Nossa fala é como um grito e chega até a agredir quem não quer ouvir. A gente não esquece pra quem ta falando, não falamos para uma parcela de favorecidos da sociedade, quer dizer falamos, mas porem, o que não querem ouvir. Se não for para mudar essa merda, não serve para nada. Até quando isso vai continuar?

Jessé Duarte

Mais do que nunca,
À luta, à Voz

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Como vai Indo o Sarau?

Coletivo -Coletivoz


Nessa ultima quarta realizamos a quarta noite de sarau, teve gente até de Tocantins, à Carol que estava em BH e fez questão de nos visitar, e deixar um pouco de seu trabalho com a poesia de cordel.

Noite boa, teve gente de outros bairros, e, de dentro o que é muito importante, pois não podemos esquecer onde estamos e para quem estamos falando. A poesia falou alto, falou baixo, na voz do Rogério falou até em silencio.

Falando em falar, na semana passada não falamos da noite que tivemos, mas foi uma noite especial como todas. Nela contamos com apresença do Grupo Trama de Teatro e também com as poesias de quem nem sabíamos que escrevia (o Carlos) que mando vê e fez até poesia na hora, e que acabou entregando um cara (o Epa) que escondeu a que ia ler no bolso, ficou com vergonha. É assim mesmo; o Carlos entrega de lá e a gente entrega cá. Ou então vai ganhando as pessoas e aos poucos elas vão se soltando.

Os poetas, os loucos por palavras, os mais loucos ainda, que ouvem e que ja vem comparecendo desde o primeiro dia, continuam comparecendo. Fico feliz em ver o pessoal firme e forte, fazendo esse coletivo acontecer, mais ainda tem muita gente pra aparecer e fazer parte dessa coletivAção – VAMO CHEGAR PESSOAL!!!

em fim, acho que tamo indo bem, fazer um sarau toda semana e na periferia não é fácil, também não é difícil, difícil mesmo é vencer a hipocrisia e a falsidade que nos cerca, mas a gente chega lá.
Jessé Duarte
À luta, à voz
 
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