terça-feira, 24 de março de 2009

Estabelecendo as redes periféricas







Salve poetas!


Muita coisa tem acontecido nesse começo de ano, e suprimindo nosso fôlego blogueiro. Até aqui as ações da Coletivoz têm revelado que nosso caminho pode ser difícil, mas nunca impossível. Em primeiro, gostaria de destacar nosso apoio à uma das vozes muito frenéticas do sarau: Seu Antônio Barone. Líder comunitário por interesse próprio de uma identidade que se quer cada vez mais coletiva. Sujeito “pra frente”! Participa ativamente em todos os movimentos que surgem na comunidade há anos. Não poderia deixar de dar sua contribuição também ao Coletivoz, lugar onde está presente todas as quartas contando seus causos poéticos e trovas além. Barone tinha de ser mais. Resolveu criar o “Muro da indignação, do questionamento e da filosofia”, como assim denomina. Transformou o muro de sua própria casa em um mural de protesto, poesia, indignação ou assuntos filosóficos de toda espécie. Uma atitude de deixar a rua falar. Sobre suas agruras e felicidades; medos e alegrias; denúncia e protesto. Seu Antônio deixa-nos claro que uma simples iniciativa pode valer muito a quem tem muito a falar: a Periferia.









Outra grande parceria tem sido revelada a cada Rap, a cada Beat Box, a cada presença dos parceiros do MPC – Movimento Periferia Criativa. Com mais de 06 anos de (R)existência, o MPC, que tem à frente da batalha o virtuoso Mano Bill, traz sua galera ao sarau com energia das massas. Hip-hop e improviso de rimas estão no repertório desses guerreiros: Mano Bill, EIc Duduca, Coyote, Jefferson e galera enfim. Salve parceiros, a luta é de coração quando queremos falar a mesma língua!

Parceria declarada é pacto firmado! Se não estivermos juntos na difusão das vozes periféricas estaremos fazendo o que o poder público mais gosta: estaremos nos digladiando aqui em baixo, enquanto os “de cima” se borram de rir dos MICROPODERES que criamos. A multiplicação do micropoder é estatizar o movimento. Enquanto estivermos criando unidades de poderes independentes dentro do mesmo ideal, da mesma fala, da mesma defesa – a voz da periferia – estaremos fadados ao fracasso. Por isso Salve A Cooperifa e Sérgio Vaz! Salve a CUFA-MG, pelas ações conjuntas na comunidade! Salve a Editora Literatura Marginal e Ferréz, por conseguinte! Salve aos poetas guerreiros da Coletivoz, MPC, S3M, Cultura do Gueto (Vila Pinho), Trama de teatro e apoiadores de coração!

Ta tudo junto!

Grande abraço,
À luta, à voz!

Rogério Coelho




Pudim (Cultura do Gueto)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Mostra que Mostra em contagem

Salve poetas marginais!



Como prometido, 2009 será o ano das realizações culturais! E para abrir com chave de ouro convido a todos para nosso primeiro evento, o "Mostra que Mostra":
Será realizado do dia 18 a 25 de janeiro em Contagem, o evento cultural "Mostra que Mostra". A mostra terá como atrações: teatro, circo, música e literatura. Também será realizado um seminário com o tema "Políticas Públicas de Cultura ", em que será discutida a implantação de uma Lei de Fomento ou incentivo à cultura para o município de Contagem, que carece de iniciativas públicas incentivadoras. Além de todas atrações e discussões, a mostra também terá "o Ateliê do Encontro", bar aberto para intervenções artísticas e muita descontração. Esse evento é uma realização independente da Cia.Crônica em parceria com a Orabolas (design e comunicação) e a Coletivoz (Sarau de poesia), todas as atrações serão gratuitas já que, o objetivo é reforçar a cultura no Estado. Conto com a colaboração de todos, se não for com a presença, que seja com o repasse deste e-mail aos amigos. Em anexo o release das atrações. Essa iniciativa tem como objetivo difundir a cultura, pois através de instrumentos como a arte poderemos aguçar o senso crítico da sociedade diante das injustiças.



Clique na imagem para ver a programação



segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Excepcionalmente na terça 23/12





Excepcionalmente nesta Terça-feira 23/12, faremos o último sarau do ano. Recesso de natal e ano novo à parte, ficamos com as realizações deste 2008 que inaugurou a voz coletiva para BH. Orgulhamos-nos de ter a Coletivoz como este ponto de convergência das idéias, sabemos também que o caminho é longo e tortuoso, e por isso contamos com todos os poetas e amantes da poesia para voltarmos no dia 07 de Janeiro com força total. E que o ano novo esteja repleto de ações para as periferias, as grandes margens que emergem da luta diária. Considerando a labuta de nossos trabalhadores, de construções em construções; de prédios em prédios; de faxina em faxina; Emergentes das mãos que movimentam a massa da grande sociedade, que molda o povo, de cidadão em cidadão.



Viva a humildade do povo guerreiro!



Grande abraço,



À luta, à voz!




Rogério coelho

Lançamentos das almas poéticas na Coletivoz

Na última quarta, 17, tivemos uma grande festa na Coletivoz: dois lançamentos de peso e várias surpresas. O primeiro lançamento ficou no Rap de Kdu dos anjos inaugurando sua carreira com o cd "Sobreviventes do Terceiro Mundo", com o grupo de mesmo nome. O beat, a poesia e o flow à postos Kdu deu início à festa. Cidinha da Silva foi a próxima grande leitura. Os contos/crônicas, ora tridentianos, ora dos tambores, elevaram atenção total. Muitos ainda não tinham tido o prazer de um lançamento, e fizeram questão de adquirir o exemplar carimbado p-ela escrita pessoal da Cidinha. Guerreira de longos anos, ela estava no meio dos comuns celebrando um dia terno e de poemas leves.



Outra grande atração foi a caridade simbólica e poética, a que nos presenteou Severino Iabá. Grande artista popular que trouxe para o sarau desta quarta a alegria do movimento das Rosas. Fazendo referência ao centenário de Guimarães Rosa juntamente com o manifesto das rosas pela paz, Iabá nos contemplou com a “operação Rosas pelo mundo”, que consiste em homenagear os artistas locais com a distribuição das rosas de papel celofane acompanhada de uma cantoria popular para requerer a participação dos ouvintes. Muito rica a participação de Severino Iabá na Coletivoz. Ainda houve tempo e prazer para celebrar o aniversário de 10 anos do grupo Trama de teatro. Um compromisso duradouro com a verdade que fizemos parte. 10 anos de uma trajetória de muito compromisso com uma linguagem teatral que divide suas ações com os arredores de Minas, elevando assim o princípio de cultura popular.





Esperamos parcerias fraternas como estas, sempre com o intuito de abraçar a voz do popular e sua virtude de ser verdadeiro; na condição superior de ser estradeiro.

Valeu demais!

À luta, à voz!

Rogério Coelho



vejamos as fotos da festa:



o povo tava lá

Cidinha abrindo o tridente


Kdu: Sobrevivente do Terceiro Mundo



Grande Severino Iabá

Kaká figueirÔa e as Rosas do mundo


Grupo Trama de teatro: Patrícia e Carlos (falta o Epa, claro!)


Ângelo e Bruna da coccix Teatral (à direita); Aida e Eliane (ao fundo)



Severino e seu Antônio Barône

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Grandes lançamentos na Coletivoz do dia 17 de dezembro: Cidinha da Silva e S3M

Cidinha da Silva e S3M

Cidinha da Silva



Sobreviventes do Terceiro Mundo

Muito bom! duas grandes amizades e talentos. O sarau do dia 17 de dezembro promete muita energia com os lançamentos de "Você me deixe viu? Eu vou bater meu tambor", livro de Cidinha da Silva e o 1º CD do S3M - Sobreviventes do Terceiro Mundo. todos grandes parceiros da Coletivoz. vamos coletivar geral nesta Quarta iluminada.


Aqui vai um pouquinho de cada um, ok?!


Cidinha da Silva




Nascida em Belo Horizonte, e residente em São Paulo por mais de 15 anos, Cidinha da Silva vive hoje no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro. É fundadora do Instituto Kuanza – que tem diversos trabalhos com formação, intervenção e pesquisa em educação, raça, gênero e juventude – e autora de diversos artigos e ensaios sobre relações raciais e de gênero, publicados no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos e na Itália. Lançou “Cada tridente.em seu lugar e outras crônicas” (2006), como primeiro trabalho literário. Desde então, a historiadora dá agora vazão à escritora. “Você me deixe, viu!? Eu vou bater meu tambor! (2007)” é o mais recente trabalho literário, e já foi lançado em diversas capitais brasileiras.


O cronos da escrita crônica


Além de grande amiga, Cidinha da Silva é uma escritora efervescente. Uma grande intelectual contemporânea que confessa escrever pelos cotovelos: projetos, blog (http://www.cidinhadasilva.blogspot.com/), artigos, peças de teatro e outras escritas e afins, todas as escritas comprometidas com a crônica e seu cotidiano. As viagens pelo Brasil para o lançamento do querido “tambor” – como chama carinhosamente o livro – faz com que as redes de sua literatura ganhem dimensão e potência. A força poética declarada em sua fala e atitude transforma qualquer escrita ou encontro convencional em uma produção gostosa de se apreciar. Sua literatura também explora os dissabores, os desamores, as questões raciais e de gênero com uma fúria declarada, porém travestida pela leveza e sensibilidade da palavra. Convido a todos a ouvir e aprender com esta grande personalidade brasileira – seja pela literatura, pela cultura negra ou pela diversidade sexual. Mulher que se torna para mim, e para muitos, uma referência grandiosa, seja pela literatura ousada, seja pelo olhar sobre os diversos lados da exclusão do nosso país.
Deixo aqui a resenha desse tambor, que a Cidinha nos convida a bater junto com ela, por um Brasil mais justo.

À luta, à voz!
Rogério Coelho


(Clique na imagem para ler a resenha)



S3M – sobreviventes do Terceiro Mundo





Influenciados pelas musicas dos grupos RZO, Ao Cubo e Sabotage, o S3M nasceu em meados de 2006, no IEMG (instituto de educação de Minas Gerais). Com parceria com a direção do colégio, foi realizado em Maio de 2006 um projeto de redução de danos. Projeto realizado com sucesso, então, o grupo resolveu a compor musicas no ritmo de rap com uma leve mistura de suol. Produzindo suas próprias musicas, o S3M teve iniciativa de distribuição do trabalho em portas de show's, escolas, bares e principalmente em periferias de toda região metropolitana. A partir de então vieram os convites para cantar em eventos culturais, casas noturnas, bares, escolas, faculdades, igrejas, etc... Destacando show realizado em Paraíso do Tocantins e Palmas no estado do Tocantins, em Janeiro de 2008. Hoje com a formação inicial de Kdu dos Anjos e DJefão, o grupo esta lança seu 1° disco.

A poesia que salva

Kdu dos anjos é grande parceiro da Coletivoz. Foi um dos caras que brilhou os olhos quando falei e convidei para o projeto. Agarrou a idéia sem mesmo me conhecer. “Tudo pela cultura popular”, como sempre diz. Sem demagogia, a vida desse garoto tem sido uma verdadeira maratona cultural. Envolvido nos projetos do Fica Vivo, onde é oficineiro, vem revelando talentos. As oficinas de Rap, poesia, funk e Miami trazem à tona grandes produções culturais de adolescentes e crianças que facilmente se perderiam nas mãos do tráfico.
Um grande agitador da cultura da periferia! Assim eu o definiria, se não fosse a vontade de dizer que antes dessa missão, Kdu dos anjos (como se não bastasse o nome abençoado) é símbolo de atitude e portador de grande humanidade. Vocifera contra o sistema; esbraveja contra injustiça em suas letras, com a mesma facilidade sensível de falar de amor, e das lembranças carinhosas que trazem as “presilhas” pretas da amada que se foi.

Um agradecimento fraterno a esse grande parceiro!

À luta, à voz!
Rogério Coelho